A sustentabilidade como fator de competitividade entre as organizações

Por: Letícia Esther

O mundo corporativo atual é marcado pela alta competitividade entre as organizações (devido ao crescente o volume de empresas que buscam dominar o mesmo nicho de mercado, comercializando produtos e serviços semelhantes), o que implica no aumento dos níveis de exigência por parte dos clientes e na crescente preocupação das empresas não só com as estratégias de prospecção, mas principalmente com as estratégias de fidelização do público-alvo, de modo a construir o que muitos autores chamam de “relacionamento duradouro”. Neste contexto, a necessidade das empresas se destacarem no mercado vem aumentando de forma significativa. É importante salientar que alguns aspectos antes considerados fatores de diferenciação e destaque entre as organizações, hoje deixaram de ocupar esta posição, reduzindo-se a pré-requisitos básicos ou fundamentais para a inserção e prospecção das marcas no mercado altamente competitivo, perdendo, portanto, a sua força mercadológica. Devido a isso, as empresas se deparam com a necessidade de buscar novos padrões de competitividade, visando agregar valor aos seus negócios e se destacar no ramo em que atuam.

O cenário atual também é caracterizado por uma “onda” de conscientização ambiental e pela pressão por maior sustentabilidade, vinda de ONGs, do governo e principalmente dos mercados. Neste sentido, os consumidores buscam informações sobre todos os aspectos produtivos e sobre os impactos ambientais causados pelas atividades envolvidas no processo de fabricação, desde a origem da matéria-prima às técnicas utilizadas (prezando não só pela responsabilidade ambiental, mas também pela responsabilidade social – certificando-se à respeito da inutilização do trabalho escravo como parte do processo produtivo, por exemplo), e as atitudes e posicionamentos das corporações com relação à responsabilidade socioambiental e ao desenvolvimento sustentável como um todo.

Este cenário caracterizado pela crescente conscientização ambiental e pelas cobranças com relação aos fatores apresentados, implica diretamente na sustentabilidade como fator de competitividade entre as organizações.  Portanto, a tendência é que as empresas se adequem aos novos padrões estabelecidos no meio corporativo, levando em consideração as vantagens que este processo oferece e as novas exigências expressas pelo mercado e pela sociedade de um modo geral.

Além da redução de custos e consequente vantagem econômica, a sustentabilidade também se apresenta como vantagem competitiva na medida em que demonstra a responsabilidade empresarial no que tange os aspectos sociais e ambientais, reforçando a imagem da organização com relação à ética. Isto demonstra que as empresas estão preparadas para atender às novas demandas e exigências do mercados (novos padrões mercadológicos) e às necessidades dos clientes, sendo uma forma relevante de se apresentar entre os concorrentes. Por isso, muitas marcas vêm investindo no “marketing verde” ou “marketing ambiental”, uma estratégia de divulgação que foca nas vantagens oferecidas pela empresa com relação ao meio ambiente, veiculando a imagem da empresa à ideia de responsabilidade socioambiental e de desenvolvimento sustentável. Tendo em vista que esta vem se tornando uma exigência do mercado, e consequentemente, um diferencial competitivo entre as empresas, essa estratégia de divulgação vem trazendo grandes resultados para as empresas que nela investem, sendo um ramo bastante promissor e bastante explorado por organizações que atuam nos mais diversos setores. 

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