O poder da liderança feminina

Por: Calila Santos (Ex-membro da Cia Júnior Consultoria)

A figura feminina foi desmistificada ao longo dos anos. A imagem estereotipada da mulher como dona de casa foi deixada de lado e a ideia de líder foi implantada no cenário desse gênero, tornando-as assim, destaque em questões administrativas. A advogada e política Christine Lagarde – diretora-gerente frente do FMI (Fundo Monetário Internacional) -, é um dos maiores exemplos de que elas estão aptas a assumir grandes cargos.

As mulheres se acentuam nos campos que atuam. Os fatores que justificam esse fenômeno são os mais diversos possíveis, e ao associa-los à empresariedade, por exemplo, pode-se classifica-los como sendo intuição, sensibilidade, visão sistêmica, detalhista, paciência, eficiência e principalmente o poder de persuasão.  Essas características as tornam lideres mais qualificadas, pois conseguem ter uma visão mais ampla de um negócio, fazendo com que se comunique com mais precisão.

         Outro fator que as realça é o alto nível de escolaridade. Fazendo uma comparação entre gêneros, e analisando os dados do IBGE sobre os anos dedicados a educação, vê-se que entre as pessoas com 12 anos ou mais de estudo, a participação feminina é maior do que a masculina. Ou seja, elas são instruídas o suficiente para assumirem um cargo de chefia devido à propriedade argumentativa que adquiriram durante sua formação acadêmica.

         O poder persuasivo é uma das particularidades femininas mais utilizadas e que mais traz retornos positivos. A mulher usa desse artifício para atingir suas metas, tanto intrinsecamente, como coletivamente. A persuasão pode ser muito útil na hora de se tornar um diferencial no mercado de trabalho: o próprio Carlos Drummond de Andrade afirmou que “Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer”, ou seja, elas conseguem influenciar ao máximo de maneira positiva o ambiente que compõem, devido ao perfeccionismo e ao cuidado, características que corriqueiramente são associadas à esse grupo.

         É notório que a ascensão feminina no cenário gerenciador aumenta gradativamente ao longo dos anos. O essencial é saber que elas estão cada vez mais preparadas para atuar em qualquer área que demonstrarem interesse, pois já mostraram que são autossuficientes e qualificadas em todos os quesitos para assumir cargos de liderança.