Sua empresa aproveita o capital humano que tem?

Por: Milena Queiroz

Quando o assunto é liderança, mediante a um contexto de crises, pensa-se rapidamente em pessoas que empreendem por necessidade. Apesar desse fato ser muito verídico no Brasil, existe também uma outra realidade de protagonismo em que jovens inovam por decidirem construir o legado por conta própria, não sendo mais coadjuvantes. Mas tanto a liderança quanto o protagonismo, não se limitam a construção de startups, ideias inovadoras ou algo similar. Já há espaços para essa geração de empresas que valorizam esses talentos, justamente por saber gerir tantas habilidades, curiosidade, criatividade e engajamento no seu espaço.

Está sua empresa aproveitando esses talentos? Distribui autonomia para atrair inovação aos seus processos? Aceita pessoas solucionadoras de problemas?

Infelizmente, boa parte das organizações ainda está dotada por ritmos de trabalho reprodutores, e não criadores, perpetuando a cultura de mão-de-obra barata. Formas de trabalho engessados realizados por pessoas sem voz e vez, inibem as melhores soluções que poderiam advir daqueles que estão constantemente sujeitos aos eventos e lidando com as situações que envolvem suas respectivas funções. As chances dos desafios se acumularem na empresa a ponto de tornarem-se nocivos aumentam consideravelmente, dessa forma fique atento!

Apoie e explore o capital intelectual: esse esforço propicia ao colaborador um ambiente muito mais produtivo e flexível (ao mesmo tempo em que mais é cobrado do mesmo para que este se enquadre ao perfil de tal organização).

Conceda autonomia: ambientes que carecem de protagonistas, são repletos de desafios, a autonomia propicia o desempenho de seus projetos. Além de requerer uma visão sistêmica de forma a proporcionar o reconhecimento da importância daquela atividade micro no contexto macro.

Reconheça os resultados: esse fato confere ao trabalhador muitos benefícios, como senso de propósito, comprometimento, desenvolvimento de relacionamento interpessoal, melhoria contínua da vida profissional, visão crítica, alinhamento de valores às atitudes e muita dedicação.